Conhecida como a “Miami brasileira”, a região de Jurerê, em Florianópolis (SC), se prepara para uma das maiores temporadas de verão da história, segundo o mercado imobiliário. A expectativa é de alta recorde no fluxo de turistas entre 2025 e 2026 e de falta de imóveis para locação.

O empresário e vice-presidente do Secovi-SC, Marcos Alcauza, explica que a procura está em ritmo acelerado. “Espera-se que seja a maior temporada da história em Florianópolis e, em Jurerê, ainda mais exponencial”, afirma. Ele observa que, para réveillon e carnaval, os imóveis já estão praticamente esgotados.

Um dos fatores que explicam a explosão do mercado é a alta do dólar, que favorece a vinda de estrangeiros. Em 2025, eles representaram 55% dos visitantes na capital catarinense, sendo 82,7% argentinos, segundo pesquisa da Fecomércio-SC. “Em proporção aos turistas nacionais, a presença daqueles vindos do exterior está crescendo”, ressalta Alcauza.

O corretor e empresário Gustavo Amaral, que atua na região, confirma o movimento. “Por ser um bairro seguro e planejado, é a escolha dos turistas internacionais”, explica. Ele também destaca a beleza natural local e o reconhecimento da praia de Jurerê Internacional, eleita em 2024 a melhor praia urbana do mundo ibero-americano.

A chegada de novos voos nacionais e internacionais fortalece esse fluxo. Em maio, a Latam anunciou voos diretos de Buenos Aires para Florianópolis, somando-se a outras 85 novas rotas domésticas. Além dos argentinos, cresce a presença de turistas chilenos, que já são o quarto maior grupo de estrangeiros no Estado.

Outro ponto em transformação é o perfil dos visitantes. “Percebemos que os turistas, em especial os argentinos, têm vindo com maior poder aquisitivo”, observa Amaral. Na última temporada, o gasto médio foi 81% superior ao do verão anterior, com destaque para famílias de renda entre cinco e oito salários mínimos.

No mercado de locações, os valores refletem a escassez. Para o réveillon e o carnaval, há exigência de estadias mínimas de 10 a 15 dias. Em média, diárias de hotel em Jurerê custam R$ 2.500, mas imóveis de luxo chegam a R$ 28 mil por dia. “Mesmo com preços elevados, já há escassez de imóveis disponíveis”, relata Amaral.

Segundo Alcauza, a valorização tende a se manter nos próximos anos, já que a oferta cresce lentamente devido a limitações geográficas. “Durante alguns anos, a demanda ainda será exponencialmente maior que a oferta. Então, a valorização dos imóveis continuará alta”, conclui.

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Informações retiradas de ND+