O mercado imobiliário brasileiro segue aquecido e com mudanças relevantes no mapa da atratividade para novos empreendimentos. O mais recente Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), divulgado pelo Ecossistema Sienge com metodologia do Grupo Prospecta, revela que Fortaleza (CE) assumiu a liderança nacional no segmento de padrão econômico, desbancando Curitiba (PR), que dominava o topo do ranking há vários trimestres.
A capital cearense alcançou nota 0,864, impulsionada por avanço em dinâmica econômica e redução da oferta de imóveis no mercado secundário, sinalizando estoques menores e maior demanda ativa
Sudeste mantém força, mas Nordeste avança em todas as faixas de renda
No padrão econômico — imóveis entre R$ 115 mil e R$ 575 mil — além de Fortaleza no topo, São Paulo (SP) aparece em 2º lugar com nota 0,847, seguida por Curitiba (PR) com 0,827
Capitais nordestinas ganham protagonismo na lista, com destaque para:
- Recife (PE) — 5ª posição.
- Salvador (BA) — 6ª posição.
- São Luís (MA) — salto de 6 posições até a 14ª colocação.
Outra surpresa positiva vem do Centro-Oeste: Campo Grande (MS) foi a capital com maior avanço, subindo 11 posições e chegando ao 15º lugar, puxada pela forte atratividade de lançamentos recentes
Médio padrão: São Paulo lidera com mercado consistente e distribuído
No segmento de médio padrão, São Paulo retomou a liderança com nota 0,840, seguida por Goiânia (GO) e Brasília (DF).
A capital baiana também se tornou destaque nacional:
- Salvador subiu 8 posições, assumindo a 4ª posição com forte alta em demanda direta e novos lançamentos.
O ranking mostra maior equilíbrio regional: Sudeste (3 cidades), Sul (3), Centro-Oeste (2) e Nordeste (2) no Top 10.
Alto padrão: Recife e Fortaleza sobem ao topo ao lado de São Paulo e Goiânia
No mercado de alto padrão, São Paulo lidera novamente com nota 0,853, seguida por Goiânia (0,769). Mas duas capitais nordestinas agora figuram logo atrás:
- Recife (PE) — 3ª
- Fortaleza (CE) — 4ª
A maior escalada do trimestre foi de Natal (RN): da 60ª para a 24ª posição, impulsionada por forte desempenho de lançamentos recentes
O Top 10 reflete uma pulverização da demanda de alto padrão: Nordeste (3), Sul (3), Centro-Oeste (2) e Sudeste (2).
São Paulo: Zona Sul domina em todos os perfis de renda
No recorte da capital paulista, a Zona Sul assumiu a 1ª colocação nos três segmentos do indicador, apoiada em aumento da demanda direta e forte atratividade para novos projetos.
Posições por padrão — 3º tri/2025:
| Padrão | 1º lugar |
|---|---|
| Econômico | Zona Sul (0,856) |
| Médio padrão | Zona Sul (0,883) |
| Alto padrão | Zona Sul (0,827) |
A Zona Oeste mantém competividade, enquanto a Zona Norte segue na última colocação em todos os recortes disponíveis.
O que isso significa para o mercado?
O relatório mostra forte transformação do cenário imobiliário nacional, reduzindo a concentração histórica das oportunidades no eixo Sul-Sudeste. Capitais nordestinas passaram a reunir:
- Demanda consistente;
- Melhora econômica;
- Aumento no volume e sucesso de lançamentos.
Em outras palavras: o investidor e o incorporador precisam olhar para novos polos de crescimento.
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Informações retiradas de Índice de Demanda Imobiliária