São Paulo aparece como a cidade com menor risco de bolha imobiliária no UBS Global Real Estate Bubble Index 2025, divulgado nesta terça-feira. Entre as 25 metrópoles avaliadas, a capital paulista ficou na última posição do ranking. Já Miami e Tóquio lideram a lista com preços considerados mais exagerados, seguidas por Zurique.

O levantamento mostra que Dubai e Madri registraram os maiores aumentos de risco, enquanto Toronto e Hong Kong tiveram quedas significativas, refletindo um alívio nos desequilíbrios recentes. O caso de Dubai chama atenção: desde 2022, o boom econômico provocou forte valorização, deixando o mercado mais suscetível a correções.

Em relação a São Paulo, o UBS lembra que a cidade já estava em posição de baixo risco na edição anterior. “Os preços reais dos imóveis caíram cerca de 25% entre 2014 e 2022. Apesar das vendas robustas, os valores ficaram praticamente estáveis desde então, pressionados pelas taxas de hipoteca de dois dígitos”, avaliou o banco suíço.

O estudo destaca ainda que alugar segue mais vantajoso do que comprar na capital paulista. “Os aluguéis tiveram alta real de 5% no último ano e estão cerca de 25% acima dos níveis de 2022, refletindo a forte demanda de inquilinos e a baixa taxa de vacância em áreas bem localizadas.”

Apesar do recuo da inflação, o UBS afirma que o Banco Central brasileiro não sinalizou cortes na taxa de juros. “Enquanto as taxas elevadas de financiamento penalizarem o endividamento, fortes ganhos de preço são improváveis.”

De acordo com a metodologia do índice, o risco de bolha é calculado a partir de cinco indicadores: razão preço/renda, preço/aluguel, crescimento da relação hipotecas/PIB, construção/PIB e diferença entre preços da cidade e do país. São Paulo foi a única metrópole a registrar risco negativo (-0,10).

O UBS ressalta, no entanto, que o índice não prevê quando ou se ocorrerá uma correção, apenas aponta desvios em relação a padrões históricos.

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Informações retiradas de Felipe Frisch ao Pipeline Valor